The years don’t concern me as much as the days, for these fit in any crevice. In order to look for the secret places of time, I craft maps, I gather samples of my existence, I work with actions, I observe the accumulating of things, I collect the worthless, and I scrutinize everyday life, time and again.

From this investigation, the first images of Perishable Territories (Territórios Perecíveis) were born. At times a registry of my search for the days gone by; at others a collection of remains of a small slice of a life. Shreds of a mundane existence that, beyond understanding, invite us into narratives.

A piece of work that tries to find the unique shapes of time within the dialogue between photography, poetry, objects, and performance. Images that deny a linear disposition, that elect their own movement, and that ask to be arranged in a constellation which allows them to open into infinite pathways, multiple fictions, and mobile senses.


Não me preocupam tanto os anos, quanto os dias, porque estes cabem em qualquer fresta. Para procurar os lugares secretos do tempo, elaboro mapas, coleto amostras da minha existência, trabalho com ações, observo as acumulações, coleciono o inútil e esmiuço o cotidiano, uma e outra vez. 

Dessa investigação, surgiram as primeiras imagens de Territórios Perecíveis. Ora um registro da minha busca pelos dias que passam, ora uma coleção de vestígios de um pequeno pedaço de uma vida. Fragmentos de um existir mundano, que, mais que a entendimentos, nos convidam a narrativas. 

Um trabalho que tenta encontrar no diálogo entre fotografia, poesia, objeto e performance as formas próprias do tempo. Imagens que se recusam a uma disposição linear, que escolhem o movimento e pedem para serem arranjadas em uma constelação que lhes permita abrir-se a caminhos infinitos, ficções múltiplas e a sentidos móveis.


No me preocupan tanto los años, como los días, porque estos caben en cualquier rendija. Para encontrar los lugares secretos del tiempo, elaboré mapas, colecté muestras de mi existencia, trabajé con acciones, observé las acumulaciones, coleccioné lo inútil y desmenucé el cotidiano, una y otra vez.

De esa investigación, surgieron las imágenes de Territorios Perecederos. Un registro de mi búsqueda por los días que pasan, una colección de vestigios de una pequeña porción de vida. Fragmentos de un existir mundano, que más que a entendimientos, nos invitan a narrativas.

 Un trabajo que intenta encontrar en el diálogo entre fotografía, texto, objeto y performance las formas propias del tiempo. Imágenes que se niegan a una disposición lineal, que eligen el movimiento y piden que sean arregladas en una constelación, que les permita abrirse a caminos infinitos, a ficciones múltiples y a sentidos móviles.