Voltando à idéia de que meu pensamento está mudando. Talvez não esteja. Uma coisa porém que o mantém em movimento é que estou continuamente encontrando novos professores. Eu tinha estudado com Richard Buhlig, Henry Cowell, Arnold Schoenberg, Daisetz Suzuki, Guy Nearing. Agora estou estudando com N.O. Brown, Marshall McLuhan, Buckminster Fuller, Marcel Duchamp. 

John Cage

Catálogo do VI Prêmio Diário Contemporâneo!

Com muita alegria, compartilho o link para o download do Catálogo do VI Prêmio Diário Contemporâneo e o comentário do curador sobre o meu trabalho: 

"As imagens de Lara Ovidio, em Territórios Perecíveis, parecem ter saído de uma caixa de guardados e dispostas aleatoriamente como quem procura algo que se perdeu. De fato, a artista monta suas fotografias, objetos, textos, como quem recolhe fragmentos seus, pequenas amostras que atestam sua presença no tempo. Todos são índices que constituem um ato performático".

(Mariano Klautau)

 

 

Download disponível em: 

http://www.diariocontemporaneo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/catalogo_2015.pdf

Seja bem vindo, 2016!

/No começo do mês estive em Santiago participando do Visionados de Portfólios Transatlantica PhotoEspaña 2015. Entre as imagens e pessoas que conheci, algumas me presentearam com perguntas. Algumas questões grudaram em mim. Em especial essa: os artistas têm gastado muito tempo e energia em promover seu próprio trabalho e esquecem de ver o que mais está sendo produzido.

 

[PAM!]

 

Para cada minuto gasto promovendo meu trabalho, quanto tempo gastarei vendo o trabalho de outros artistas? Conhecer o trabalho de artistas já consagrados conta ou só de artistas emergentes? Como chegar ao trabalho de artistas emergentes? Concursos, salões, seleções serão o melhor caminho? 

 

//Para terminar 2015 com menos pendências decidi que hoje só sairia da cama depois de terminar Anéis de Saturno de Sebald, Campos de Acción: entre el performance y el objeto, 1949-1979 e todos os portfólios do visionado que participei.

 

/// [http://www.eneroyabril.com/blog/2015/12/21/31xz3gg5vzkk56fb2c4c5m8rj5xpo6]

Esse post de Abril me fez pensar que um caminho a ser experimentado seria usar esse blog, também como espaço para mostrar o trabalho de outras pessoas. 

 

 

/ + // + ///

Sebald

“Talvez cada um de nós perca o bom-senso na exata medida em que se absorve no próprio trabalho, e talvez seja por isso que tendemos a confundir a crescente complexidade de nossas elocubrações com o avanço em conhecimento, enquanto ao mesmo tempo intuímos que nunca conseguiremos compreender o imponderável que na verdade determina nossa carreira.”

 

Howard Fried

Hoje conheci Howard Fried, nos apaixonamos à primeira vista. 

All my dirty blue clothes (1970)


PHE

Alicia Caldera


 

 

Colectivo Estética Unisex

 

 

Andrés Duran 

 

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Em um ano, cabem muitas paixões.

Randolpho Lamonier - Balaclava

randolpho lamonier

 

 

Provocações

O mestrado está bem no comecinho, mas já tem sido um processo muito rico de provocações e criação. Tenho passeado livremente pelas revistas científicas, vídeos de youtube, entrevistas, mythbusters e John Cage! hahahaha

Compartilho os vídeos dessa tarde, que eu não tenho idéia de para onde vão me levar.

 

Uma matéria da Scientific American: 

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/uma_cantora_de_opera_pode_quebrar_uma_taca_com_a_voz_.html

 

e um pouquinho de Cage, que sempre vale a pena. 

"Existem recursos intocados em crianças e adolescentes, aos quais não temos acesso porque os mandamos para a escola; e entre os militares que os perdemos por mandá-los para lugares ao redor do mundo, e sob sua superfície, para instalações ofensivas para testes de bomba; e entre os cidadãos mais velhos, a quem persuadimos de nos deixar em troca de banhos de sol, divertimento e jogos. Nós nos privamos sistematicamente de todas essas pessoas talvez por não desejarmos que elas nos atrapalhem enquanto fazemos o que quer que estejamos fazendo. Mas, se existe uma experiência que conduz mais do que a outra à receptividade, trata-se da experiência de ser atrapalhado por alguém, de ser interrompido por alguém" (John Cage, O Futuro da Música).

 

;)

São Rafael Velha - Parte II a

Um diálogo próprio para uma manhã de domingo. 

 

- Ei, vocês são arqueólogos? - Perguntou um menino de aproximadamente 10 anos a mim e a meu pai.

- Não. Mas bem queria! - Respondi. 

- Me disseram que vocês eram. - Respondeu-me o menino desacreditando meu não. 

 

    Meu avô, meu pai e eu. Na verdade, essa foto é da viagem passada (julho), mas isso fazíamos no domingo de manhã. Enquanto não éramos fotografados por minha mãe. hahaha

 

Meu avô, meu pai e eu. Na verdade, essa foto é da viagem passada (julho), mas isso fazíamos no domingo de manhã. Enquanto não éramos fotografados por minha mãe. hahaha

 



Pensamentos sobre o cotidiano

(Deborah Berke)

Retrospectivamente, a I-95 era um ótimo lugar para conversar duas vezes por semana sobre o cotidiano, por ser ela mesma uma condição tão cotidiana: uma larga estrada de asfalto para transportar pessoas e produtos. Nesses anos, as paradas anônimas para comer e abastecer se tornaram postos com marca registrada, tipo Mc Donald’s e Mobil Oil – uma transformação aparentemente sancionada por algum departamento de estradas de rodagem. Da mesma maneira os suburbios exclusivos junto à rodoviária cresceram e se tornaram cada vez mais extravagantes, enquanto as fortunas rápidas feitas nos anos de 1980 adquiriam casas que eram amálgamas absurdos de imagens de aspiração social e dimensões bombásticas. Em nossas observações constantes acabamos por descobrir, que a paisagem banal, o combustível que alimentava nossas conversas (e posteriores aulas) sobre o cotidiano, se tornava cada dia menos anônima e certamente menos banal.

Percebemos que a substituição do comum pela marca não era uma transformação inocente do cotidiano, e sim a usurpação do cotidiano pela publicidade. Confundir a logomarca ubíqua com uma identidade genérica era tomar erroneamente um marketing de sucesso como cultura “popular”. Hoje, mesmo a idéia de cultura popular, guarda, na verdade, uma relação ambígua com o cotidiano. Muitas vezes, parece ser apenas a maneira como o cotidiano se afigura nos radares da alta cultura.

Evidentemente, todos os aspectos da realidade são mediados de alguma maneira. Mas o cotidiano ainda pode ser o lugar menos mediado pelas forças que procuram limitar ou absorver sua vitalidade. Essa é a promessa que ele faz.

[in: O campo ampliado da arquitetura, A.Krista Sykes (org.)]